domingo, 22 de maio de 2011

Quantas estradas precisará um homem andar antes que possam chamá-lo de um homem?

Boscada,  - Turquia -
"Quando o conheci ele tinha 16 anos e se escondia aterrado em um pequeno buraco no terreno que ficava atrás da casa dos Willsfriels. Assim como receiava aquele pacto polones com os alemães, anseiava também a ajuda russa. Varsóvia estava fria, e o inferno castigava-me o juizo. 
    Passados três anos pude enfim aquietar-me, essa guerra não era tudo aquilo que imaginei, só então pude perceber como minha imaginação era ignóbil. Pobres covardes, era somente assim que os chamava-mos, depois de se corromperem foram destronados pelo "Plano branco", apenas mais um jogo de cena do pobre Führer, como são esvoaçantes estes planos para a humanidade".
     Agora espero a bomba que não veio, aguardo a nova Hiroshima perfumada. Seu Milton que me perdoe, mas a capitalizada será mais aceita. Talvez surjam novos motivos, novos Bush  Bim Laden, Sadans ou algum outro cristo que justifique com mais alguns pecado esta nova rosa que virá. Aguardo a lira dos meus trinta anos sentado na poltrona odiada por tantos, mas tenho meus receios... Nada de último dia, realizar planos ou simplismente se, ou realizar.
     O jovem Moris tomou-me o peito e o receio entristece-me. Fico sentado pois faz frio, meu corpo treme. Apenas páro! A idade me alcançou. Ainda não é madrugada e meu ouvido percebe o grito além de mim - Que fuja! Que corra, que suma! Peço então a mim... Silencio-me o ouvido e caio novamente trêmulo com os olhos grudados na janela à espera desta bomba que ainda não veio. - Que farei? Já é tarde.

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