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| A judiciosa certeza! |
Sei que a fuga está chegando, novamente. Mas que desejo misterioso é este de conhecer pessoas novas e reconhecer velhas amizades? Desejo de saber coisas novas sobre os antigos e passear em outros ares... absurdo e, - suspeito!
Ando lendo algo novo, reviro páginas intermináveis dia após dia, meus pensamentos se evadem como se não a mim pertencessem mais. Reluto com o vilão ébrio. Refuto? Não... ainda é cedo.
Volto às páginas. Tomo notas, rabisco nomes e o receio da prisão me sufoca novamente, - preciso andar, vou buscar o vinho....
De lado à outro, e mesmo sem espaço, tento esgueirar-me da amarga canseira cotidiana. Rego o "ócio" à vinho tinto seco e prendo à pensamentos amiúdes. Então, passado algumas canções do velho Dylan, esqueço das páginas que tenho a frente, - volto a mim mesmo. Recorto figuras tentando montar as recordações de um tempo que nem me recordo com clareza, os planos... ora sim, eis o (meu) princípio de tudo. Estou condenado, eis um fato!
Os planos, alguém diria, como é fácil encontrar a direção, - basta segui-los...
Isto seria condenar-me a morte. Refuto rispidamente...
Ypiranga X Galícia fujo novamente. Estralo os dedos em frente ao computador e, com a mais puta das dores retorno ao crime. Prometo-lhe que há de ser perfeito...
Em dias quentes me sinto indisposto, e neles, prefiro nem pensar, - falta-me o ar. Sendo assim, recolho-me a insensatez e deixo apenas livre os sentimentos que não são meus. Observo-os... como agem? como falam? algum será como os meus? Nisso tendeu esta revelia, - apenas para ser o inefável sem o ser...
...espero incansadamente e dos amigos tendencionarei fazer parte...
Magno Eugène



