domingo, 22 de maio de 2011

Como diz o amigo... - Da judiciosa certeza

A judiciosa certeza!
Passei mais uma noite tentando transformar planos falíveis, ingênuos e, até certo ponto idiotas, em mais uma cartada excitante, para ser sincero... - já não sei o que fazer dos dias em que se passam estes momentos. Chega até a parecer-me estranho desejar com tanta veemência, uma garrafa de vinho, alguma música misturada a uma prosa fácil com algum amigo.


Sei que a fuga está chegando, novamente. Mas que desejo misterioso é este de conhecer pessoas novas e reconhecer velhas amizades? Desejo de saber coisas novas sobre os antigos e passear em outros ares... absurdo e, - suspeito!
Ando lendo algo novo, reviro páginas intermináveis dia após dia, meus pensamentos se evadem como se não a mim pertencessem mais. Reluto com o vilão ébrio. Refuto?  Não... ainda é cedo.


Volto às páginas. Tomo notas, rabisco nomes e o receio da prisão me sufoca novamente, - preciso andar, vou buscar o vinho....
De lado à outro, e mesmo sem espaço, tento esgueirar-me da amarga canseira cotidiana. Rego o "ócio" à vinho tinto seco e prendo à pensamentos amiúdes. Então, passado algumas canções do velho Dylan, esqueço das páginas que tenho a frente, - volto a mim mesmo. Recorto figuras tentando montar as recordações de um tempo que nem me recordo com clareza, os planos... ora sim, eis o  (meu) princípio de tudo. Estou condenado, eis um fato!


Os planos, alguém diria, como é fácil encontrar a direção, - basta segui-los...
Isto seria condenar-me a morte. Refuto rispidamente...  
Ypiranga X Galícia fujo novamente. Estralo os dedos em frente ao computador e, com a mais puta das dores retorno ao crime. Prometo-lhe que há de ser perfeito...


Em dias quentes me sinto indisposto, e neles, prefiro nem pensar, - falta-me o ar. Sendo assim, recolho-me a insensatez e deixo apenas livre os sentimentos que não são meus. Observo-os... como agem? como falam? algum será como os meus? Nisso tendeu esta revelia, - apenas para ser o inefável sem o ser...


          ...espero incansadamente e dos amigos tendencionarei fazer parte...


Magno Eugène

O inimigo - Charles Baudelaire -




A mocidade foi-me um temporal bem triste,

Onde raro brilhou a luz d'um claro dia;
Tanta chuva caiu, que quase não existe
Uma flor no jardim da minha fantasia.

Les escaliers Montmartre
- Brassai -1936

E agora, que alcancei o outono, alquebrantado,
Que paciente labor não preciso — ai de mim! —
Se quiser renovar o terreno encharcado,
Cheio de boqueirões, que é hoje o meu jardim!


E quem sabe se as flores, ideais que ora cobiço
Iriam encontrar no chão alagadiço
O preciso alimento ao seu desabrochar?


Corre o tempo veloz, num galope desfeito,
E a Dor, a ingente Dor, que nos corrói o peito,
Com nosso próprio sangue, a crescer, a medrar!


Como back to Me.

Alex Supertramp - Into the wild -
 Esperem-me, ainda vivo. E desta nova carrego alguns desejos e mais alguns anseios. O universo fica ao lado, ou quem sabe, aqui mesmo. Volto cadente, pensante e pulsante, ao mesmo tempo. 
   Volto com novas, novidades. Conheci alguém "charme et simple", mas ainda tem medo, ela se esconde. Devo mostrá-la o meu lado? 
- Desejo, mas (sempre haverá um mais), não posso.
Serei sereno, serenamente, sei que ela descobrirá o porque de sentir.


" Qual o sentido de viver?
O que fazer pra ser feliz?
Qual a razão de saber 
o que o teu coração não diz?"   
                          (Catedral)

...

"Precisarei descrever todos os meus atos para que me sinta livre". 



Agonia, insônia e um pouco de receio pelos fatos que tardam. Que horas são? Acordei atento e pensei que algo tinha caído, pois o grito ecoou longamente pela sala desordenada - tomaram conta de minha cama, perdi meu ninho! Recostei-me no canto mais frio e cobrir-me o juízo com frases que não diziam nada além da louquidão do meu pensar. Assim seguiu a madrugada, horas a fio de sono inconstante e pensamentos incoerentes a mim mesmo, estou enlouquecendo. 

Amanheceram-me para a perdidão, fiquei solto de lado á outro sem saber o que fazer e como é triste essa agonia. Onde estão meus amigos, fico a me perguntar. Tão melhor seria ser só, tão somente, sem desejo, sem espera, sem silêncio.

Agora canto ao pássaro cor de pavão. Entoou com voz serena aquilo que guardei em mim, tudo o que era belo, triste e sereno. 

Assim espero esta nova noite.




“Em negras nuanças lúgubres e aziagas, 
Vejo terribilíssimas adagas
Atravessando os ares bruscamente" (Lorca)

Quantas estradas precisará um homem andar antes que possam chamá-lo de um homem?

Boscada,  - Turquia -
"Quando o conheci ele tinha 16 anos e se escondia aterrado em um pequeno buraco no terreno que ficava atrás da casa dos Willsfriels. Assim como receiava aquele pacto polones com os alemães, anseiava também a ajuda russa. Varsóvia estava fria, e o inferno castigava-me o juizo. 
    Passados três anos pude enfim aquietar-me, essa guerra não era tudo aquilo que imaginei, só então pude perceber como minha imaginação era ignóbil. Pobres covardes, era somente assim que os chamava-mos, depois de se corromperem foram destronados pelo "Plano branco", apenas mais um jogo de cena do pobre Führer, como são esvoaçantes estes planos para a humanidade".
     Agora espero a bomba que não veio, aguardo a nova Hiroshima perfumada. Seu Milton que me perdoe, mas a capitalizada será mais aceita. Talvez surjam novos motivos, novos Bush  Bim Laden, Sadans ou algum outro cristo que justifique com mais alguns pecado esta nova rosa que virá. Aguardo a lira dos meus trinta anos sentado na poltrona odiada por tantos, mas tenho meus receios... Nada de último dia, realizar planos ou simplismente se, ou realizar.
     O jovem Moris tomou-me o peito e o receio entristece-me. Fico sentado pois faz frio, meu corpo treme. Apenas páro! A idade me alcançou. Ainda não é madrugada e meu ouvido percebe o grito além de mim - Que fuja! Que corra, que suma! Peço então a mim... Silencio-me o ouvido e caio novamente trêmulo com os olhos grudados na janela à espera desta bomba que ainda não veio. - Que farei? Já é tarde.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Entre parênteses e exclamações.

Fazia tempo que eu não lia algo realmente interessante.

Entre ruídos e sussurros de uma Nova História, uma história das idéias a contra-pelo, leituras acerca da conjectura política nacional ou de uma simples manchete em letra garrafal do Esporte Clube Vitória, a seleção da Bahia (se o time do Vitória tivesse representado a seleção na Copa de 2010, teríamos nos sagrados Hexa-campeões), deparo-me frente a frente com algo impactante, algo colocado como afirmativa, sendo que, compreendo que esta seja a pergunta da década, eis a questão: "Passados quase três meses do início de 2011, quem diabos governa nosso país?

Confesso que realmente sonhei com a idéia de que nosso país seria governado por uma mulher, no entanto, ela faz coisas que uma verdadeira mulher não faz, a mãe do "PAC" fantasma, se consagrou como a mãe do Salário Para Pobres (recebam, hereges, uma Jabulani nos mamílos). Creio que um rombo de 18bi em um país que anunciou um corte de 50bi nos gastos públicos para 2011, seja uma desculpa razoável para este atentado, no entanto, após somarmos as despesas de R$ 64 mil para a compra de produtos de açougue, frios e frutas in natura para a casa do vosso Excelentíssimo tetrapresidente do Senado, Sr José Sarney (PMDB-AP), bem como os 5 mil reais gastos pela prefeitura do São Salvador para a compra de ração para pombos, esta distribuída em praças públicas da mesma, o salários dos fidedigníssimos parlamentares, e os "imensuráveis" valores gasto com a educação brasileira, percebo finalmente, que estamos no caminho certo.

Eugenè